Abertura: voz seca, sem música. A trilha entra um segundo após "Ouçamos...".
Brilhe a Vossa Luz, episódio 34, comentário do livro Ceifa de Luz, mensagem 32, a Mestra Divina. 'Estai, pois, firmes...' - Paulo, Efésios capítulo 6 versículo 14. Ouçamos...
Arrancando-nos ao reduto da delinqüência, e arrebatando-nos ao inferno da culpa, a que
descemos pelo desvario da própria vontade, concede-nos o Senhor a mestra divina, que,
apoiada no tempo, se converte na enfermeira de nossos males e no anjo infatigável que nos
ampara o destino.
Paciente e imperturbável, devolve-nos todos os golpes com que dilaceramos o corpo da
vida, para que não persistamos na grade do erro ou nos cárceres do remorso.
Aqui, modela berços entre chagas atrozes com que nos restaura os desequilíbrios do
sentimento, ali traça programas reparadoras entre os quais padecemos no próprio corpo as
feridas que abrimos no peito dos semelhantes.
Agora, reúne laços do mesmo sangue ferrenhos adversários que se digladiavam no ódio
para que se reconciliem por intermédio de prementes obrigações, segundo os ditames da
natureza; depois constrange à carência aflitiva, no lar empobrecido e doente, quantos se
desmandaram nos abusos da avareza e da ambição sem limites, a fim de que retornem ao
culto da verdadeira fraternidade.
Hoje, refaz a inteligência transviada nas sombras, pelo calvário da idiotia, amanhã,
recompõe com o buril de moléstias ingratas a beleza do espírito que os nossos
desregramentos no corpo transformam tantas vezes em fealdade e ruína.
Aqui corrige, adiante esclarece, além reajusta, mais além aprimora.
Incansável na marcha, cria e destrói, para reconstruir ante as metas do bem eterno, usando
aflição e desgosto, desencanto e amargura, para que a paz e a esperança, a alegria e a
vitória nos felicitem mais tarde, no santuário da experiência.
Semelhante gênio invariável e amigo é a dor benemérita, cujo precioso poder sana todos os
desequilíbrios e problemas do mal.
Recordemos: no recinto doméstico ou na estrada maior, ante os amigos e os desafetos, na
jornada de cada dia quando visitados pela provação que nos imponha suor e lágrimas,
asserenemos o próprio espírito e, sorrindo para o trabalho com que a dor nos favorece,
agradecemos a dificuldade, aceitando a lição.
Comentário definitivo a popular.